terça-feira, 17 de setembro de 2013

TÃO PERTO

Estávamos no 6º e ela no 2º andar. Nunca cheguei a vê-la até toda sua vida ser relatada em um comunicado interno no elevador. Tinha síndrome do pânico advinda de um término de relacionamento e sentia-se perseguida pelo antigo namorado e pela ex-sogra. Era instrumentador cirúrgica e, um dia, após chamar a policia crendo ter alguém em seu apartamento, ligou para a amiga chorando dizendo que iria se matar. Minutos depois, quando os bombeiros adentraram o apartamento, encontraram-na com um corte feito por bisturi na virilha e nos pulso. Ainda respirava, mas, não sobreviveu. No condomínio não possuem contato de ninguém da família. Provavelmente era alguém afastada de familiares por motivos sabe-se lá qual. Eu poderia não me importar, não ler o informativo, e deixar essa história de lado se não fosse pelo motivo de que, o que me distanciava dessa garota, eram somente quatro andares.

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