Estávamos
no 6º e ela no 2º andar. Nunca cheguei a vê-la até toda sua vida ser relatada
em um comunicado interno no elevador. Tinha síndrome do pânico advinda de um término
de relacionamento e sentia-se perseguida pelo antigo namorado e pela ex-sogra.
Era instrumentador cirúrgica e, um dia, após chamar a policia crendo ter alguém
em seu apartamento, ligou para a amiga chorando dizendo que iria se matar.
Minutos depois, quando os bombeiros adentraram o apartamento, encontraram-na
com um corte feito por bisturi na virilha e nos pulso. Ainda respirava, mas,
não sobreviveu. No condomínio não possuem contato de ninguém da família. Provavelmente era alguém
afastada de familiares por motivos sabe-se lá qual. Eu poderia não me importar,
não ler o informativo, e deixar essa história de lado se não fosse pelo motivo
de que, o que me distanciava dessa garota, eram somente quatro andares.
terça-feira, 17 de setembro de 2013
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