domingo, 12 de julho de 2009
Máximas e trechos 01
terça-feira, 16 de junho de 2009
Da outra parte que nos faz parte
Consequentemente, aqui estou 27 anos. Verbos em primeira pessoa me irritam. No entanto, é inegável que a responsabilidade é toda minha. Pequeno Príncipe por vezes também me irrita, não que eu tenha medo dos meus afazeres afetivos, talvez um pouco de receio. Porque foi assim: um quarto, uma criança, uma escola, uma família e 27 anos divididos em blocos assim: 1-4, 4-8, 8-12, 12-16, 16-20, 20-24, 24-25 de agosto de 2009 ainda se aproximando e eu com essa coisa toda de ter vivido, compreender o presente, tentar não me preocupar com o futuro e aprender com quem eu menos tenha me dedicado, mas recebido o amor sincero que espera alguém que ainda virá, alguém que me emociona pelo bem que fiz a mim mesmo: perdoar quem não cometeu pecados e que em minha vida preparou santidade e união – famílias, amigos e amores incompreendidos. Ainda de posse de meu corpo enrigecido de constantes autopunições, tento carregá-los como sobrinhos recém nascidos, braços enfraquecidos, procuro a força que mantêm os fracos de pé para conseguir escapar, sim, da vida coerente que eu pensava ser mais fácil manipular – o receio vem do medo de um dia cambalear o suficiente para não transportá-los durante todo o trajeto. Por enquanto, vou pra Minas e em Sampa trabalho com possibilidades já conquistadas e outras tão puras que estão por vir.
sexta-feira, 3 de abril de 2009
MALDITA BIOLOGIA
quarta-feira, 1 de abril de 2009
FESTA DE ARROMBA
Foi fácil nos acomodarmos após uma luta de apenas 20 anos para que pudéssemos nos reproduzir e criar uma geração acostumada a ser passiva ante seus direitos, vender suas opiniões (dar “de graça” ou até mesmo não as ter) e ver a impossibilidade de mudança por serem incapazes de verificar quaisquer mudanças neles mesmos.
Atualmente, nos vemos cheios de iê-iê-iê até a tampa. Não podemos pensar e nem dizer, quem foi que disse que nos livramos da ditadura?! Qualquer raciocínio lógico soa com filosófico demais, exagerado demais, sério, frustrado ou mal-amado demais. Relativizamos a censura e procuramos atingir o público alvo. Os que não forem alvo que procurem ser menos subjetivos.
Mesmo humilhada, que a “outra” seja enaltecida à “santa”.
Amém.
segunda-feira, 30 de março de 2009
O Dia Internacional da Mulher
No Dia 8 de março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade norte americana de Nova Iorque, fizeram uma grande greve. Ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, tais como, redução na carga diária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário), equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho.
A manifestação foi reprimida com total violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas, num ato totalmente desumano. Porém, somente no ano de 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que o 8 de março passaria a ser o “Dia Internacional da Mulher”, em homenagem as mulheres que morreram na fábrica em 1857. Mas somente no ano de 1975, através de um decreto, a data foi oficializada pela ONU (Organização das Nações Unidas). Na verdade, a intenção desta data não era a comemoração. O verdadeiro objetivo deste dia é criar uma reflexão sobre o papel da mulher na sociedade. Palestras, conferências, manifestações, protestos e denúncias são feitas todos os anos.
É longe o caminho das mulheres em busca de respeito à sua dignidade pessoal, social e profissional. Relembrando a História, no século XIX, em plena Revolução Industrial na Inglaterra, mulheres sozinhas e sem marido eram consideradas um problema social. E nada passava de uma preocupação política com o mercado de trabalho, pois já naquele tempo, havia mais mulheres solteiras do que homens e estas poderiam deixar suas funções procriadoras para furtar oportunidades de trabalho dos homens. Conhecidas como feministas, elas tinham uma visão bem prática sobre a questão. Para elas, o excedente de mulheres disputando vagas no mercado de trabalho, deveria ajudar à todos na reflexão sobre as políticas sociais que lhes fechavam a porta para o ensino superior, para o voto e para as oportunidades profissionais.
Portanto, não vamos confundir mulheres mal amadas que dizem odiar os homens, com mulheres que simplesmente lutaram para direitos civis equivalentes aos homens. E isso não acabou.
Mesmo hoje em dia, a mulher ainda tem seu salário diminuído, sofre preconceito em meios mais restritos como escritórios, empresas, futebol, gerenciamento, informática, jurídico e por que não, entre os blogs? Eu mesma quando comecei, recebi uma mensagem de um homem duvidando que eu fosse mulher, afinal eu fazia legendinhas engraçadas e falava de futebol, graça? Coisa de homem, disseram-me.
O Feminismo passou algumas barreiras em certas épocas. O que era reinvidicação de igualdade, passou a ser o que mais odiavam, arrogância e piquete de superioridade. Porém, não vamos esquecer a essência.
Mulheres não querem ser melhores do que os homens. Somos diferentes sim, e temos que trabalhar em cima destas diferenças, tão necessárias para nosso relacionamento. Civilmente não há discussões, somos todos iguais, e eu ainda fico com essa luta inicial, trabalho, respeito e direitos.
Discutir sobre a obrigação dos homens em nos servir é patético. Muitas dessas mulheres se valem de discursos inflamados de superioridade e pedido de igualdade entre os sexos, mas na hora de pagar a conta, se ofendem em dividir.
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quarta-feira, 25 de março de 2009
DA VONTADE DE ESCREVER E O QUE REALMENTE ESCREVEMOS
“Ser escritor...ofício de amor
Nas palavras reflete resplendor
Explana emoções sem guardar rancor...”
(A identidade do poeta não será revelada)
Dando continuidade ao resumo do poema, tem mais palavras terminadas em “or” para logo depois surgirem as “ostas” e “ido” com a cadência de batatinha quando nasce se esparrama pelo chão ®.
Juro, por Deus, que se fosse esse meu referencial de escritor quando eu tinha 16 anos e escrevi meu primeiro poema, não teria dado continuidade a essa difícil e AINDA NÃO ALCANÇADA carreira.
O objetivo desse texto não é simplesmente reafirmar minha personalidade crítica ao ponto de ser esse meu problema kármico, mas sim, pedir por favor, parem de escrever, ou então escrevam mas não publiquem, ou então me amarrem de olhos vendados em uma cadeira no país que não tem internet....mas por favor, é que eu preciso ter prazer quando leio e algumas passagens me soam como estupro.
Outro problema recorrente é o EU. Por exemplo, já estOU incomodado com esse texto mEU pois já me utilizEI com proposta para fazer um texto em primeira pessoa mas tenho observado natualmente que o OUTRO só interessa quando está no BBB e não em um poema meloso sobre sofrimento e angústias que só dizem respeito a VOCÊ. Tá...eu também estou fazendo isso aqui... bom... Foucault me apoiaria. Um pouco de dominação não faz mal a ninguém.
De qualquer forma, a todos que estão ingressando na carreira das artes literárias, inclusive eu, o incentivo é não buscarmos receitas fáceis como disse Tom Zé na música Complexo de Épico:
“Por que então esta metáfora-coringa
Chamada válida,
Que não lhe sai da boca
Como se algum pesadadelo
Estivesse ameaçando
Os nossos compassos
Com cadeiras de roda, roda, roda, roda?”
Tom Zé. Fantástico. Então fica ai a dica para nós todos e finalizo com outra parte da mesma música:
“Ah meu Deus do céu vá ser sério assim lá no inferno”
Não diga nada
Por enquanto não é permitido
60,70,80,90,00,90,80,70,60/1936 no hable nada
don't ask, don't tell
atualmente solo habla blá blá blá.
Não que não fale
diga só o que não pensa
talvez assim em teu sexo saias bem mais performático.
No que se referem as piadas,
amordaçam-se as lágrimas, nos obrigam a contá-las
(esquecem-se que choro as vezes de felicidade)
Cheio de pernas e gestos,
cantar patriótico,
de pé, um braço em direção ao céu
mas depois à testa.
CANTO E ME CALO.