terça-feira, 16 de junho de 2009

Da outra parte que nos faz parte

Consequentemente, aqui estou 27 anos. Verbos em primeira pessoa me irritam. No entanto, é inegável que a responsabilidade é toda minha. Pequeno Príncipe por vezes também me irrita, não que eu tenha medo dos meus afazeres afetivos, talvez um pouco de receio. Porque foi assim: um quarto, uma criança, uma escola, uma família e 27 anos divididos em blocos assim: 1-4, 4-8, 8-12, 12-16, 16-20, 20-24, 24-25 de agosto de 2009 ainda se aproximando e eu com essa coisa toda de ter vivido, compreender o presente, tentar não me preocupar com o futuro e aprender com quem eu menos tenha me dedicado, mas recebido o amor sincero que espera alguém que ainda virá, alguém que me emociona pelo bem que fiz a mim mesmo: perdoar quem não cometeu pecados e que em minha vida preparou santidade e união – famílias, amigos e amores incompreendidos. Ainda de posse de meu corpo enrigecido de constantes autopunições, tento carregá-los como sobrinhos recém nascidos, braços enfraquecidos, procuro a força que mantêm os fracos de pé para conseguir escapar, sim, da vida coerente que eu pensava ser mais fácil manipular – o receio vem do medo de um dia cambalear o suficiente para não transportá-los durante todo o trajeto. Por enquanto, vou pra Minas e em Sampa trabalho com possibilidades já conquistadas e outras tão puras que estão por vir.